segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tempos Marcantes

Pacoti é terra boa 
Diz a Santa Providência
Era um sítio antigo
É uma terra marcante
pela sua convivência.

Disse o Nilo Sebastião
Nosso antigo morador
Que veio aqui nos falar
Nos fez um grande favor
Também fez à nossa cidade
Um bocado de louvor.

Falou como era aqui
No velho tempo passado
Ele disse como era
Que o povo era criado
Todo jovem tinha que ir
Da sua casa pro roçado.

Ele falou como era feita
Toda a nossa produção
Disse também como era
Que fazia a construção
Parede de tijolo na frente
Barro e forquilha no chão.

Tudo era diferente
Mas tudo era respeitado
Preso ficava no tronco
E pelo pé era amarrado
Mas era para pessoa
Ficar bem desconfiado.

Não tinha aqui energia
Muito menos calçamento
O progresso foi chegando
De modo simples e lento
Hoje o jovem tem tudo
Mas falta o seu planejamento.

As festas da padroeira
Só havia um Pacoti
Porque nas localidades
Não podia existir
Pois não havia igrejas
Para o povo se reunir.

A nossa escola antigamente
Era pra quem tinha dinheiro
O povo rico e bonito
Era em tudo o primeiro
E para quem era pobre
Não sobrava nem o cheiro.

Nossas manifestações
Era muita alegria
Tinha quermesse na praça
Pão grande na padaria
Forró, terço e novena
Barraca, cachaça e cantoria.

Mas o nosso município
em tudo já melhorou
E o nosso amigo Nilo
Boa semente plantou
Hoje colhe os bons frutos
Da semente que brotou.


Autoria: Batista, Eliete





















segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Recordando meu lugar

Ainda sinto com o mesmo orgulho que meu avô, o amor pela terra em que vivo. Guardo em minha memória toda sua história de força e perseverança para conquistar seu pedaço de terra. Terra esta, que há 45 anos chamava-se Lagoa dos Bois, devido aos seus baixios e lagoas onde todos os bois reuniam-se para matar a sede. Logo que meu avô conseguiu comprar seu pedaço de chão mudou o nome para São Geraldo Magella, a fim de homenagear singelamente esse que era seu santo de devoção.
E neste lugar, eu nasce e me criei, vivenciando todo seu crescimento, assim como todas as dificuldades para sobreviver. Nossa renda, tal qual a das outras família, era gerada pela agricultura e criação de animais para nosso próprio consumo.
Íamos, meninos e meninas para o plantio, principalmente nas famílias em que a maioria era meninas. O final da safra de algodão era uma festa pois meu pai recebia o saldo e fazia as compras que durariam até a próxima colheita.
Fui muito feliz neste lugar, as brincadeiras eram no terreiro junto com as outras crianças, na maioria primos, enquanto os adultos ficavam reunidos no alpendre à luz do lampião abastecido pelo óleo de mamona.
Como gostava de brincar, de me maquiar com tintas de papel de bombom, tisna das panelas e flor de riso. Eu ficava observando minhas tias fazerem suas maquiagens, e em seguida, ia me produzir para dançar nas tertúlias com meus primos.
E foi nessas danças que começou e até hoje continua dançando ao meu lado o primo que escolhi para ser meu marido e acompanhar comigo as transformações desse nosso lugar e assim preservar nossas raízes familiares.

Autoras: Erlandia, Alessandra, Josélia, Josenice e Jucilene.
Município: Madalena
A Educação em Evolução

O mundo precisa de uma mudança radical na educação, pois o próprio ser humano deveria repensar suas atitudes relacionadas ao valor da profissão de educador
É na valorização do professor que deveria haver mudança. Se todos os profissionais passam pela mão de um professor, por que não recebe o merecido reconhecimento? Mas enquanto os governantes não acordam, nós não podemos cruzar os braços e viver só nessa lamentação que nada muda, que os alunos pioram tudo e que a família não ajuda.
Precisamos unir nossas forças para melhorar a educação e a primeira mudança deve começar por nós mesmos, pela nossa família e pela comunidade em que estamos inseridos.
É fato consumado que a educação não para de evoluir e não podemos renegar tal situação. Devemos buscar soluções para tentar melhorá-la de modo mais participativo, solidário e compreensivo. 

Professora Sandolene
Município de Fortim
Aprender para crer

Dia de formação da Aprender Editora, é aquele corre-corre. Acorda cedo com o cantar do galo, toma um banho com água fria para ativar as ideias, dá um "help" no visual e pega o transporte. Em relação ao transporte temos duas opções: levantar muito cedo para pegar o micro-ônibus na comunidade vizinha ou ir de moto. Chegando a cidade de Madalena, após percorrer mais de 40 km, estamos um pouco desgastadas. Se a viagem tiver sido de micro-ônibus nos sentimos meio zonzas por causa dos diversos odores, se tiver sido de moto é a poeira que nos consome e também a coluna que fica maltratada por conta dos pulos ao passar pelos buracos. O local do encontro é a casa Cardeal Guarino, ao chegarmos somos recebidas com um delicioso café da manhã e nos sentimos acolhidas pois os monitores nos recebem com entusiasmo. Depois da acolhida a professora Patrícia, com seu jeitinho meigo, acaba nos induzindo a executar as inúmeras ações que planejou especialmente para o dia. Após o almoço a turma sonolenta, cansada, foge para arejar nas lojas, mas Patrícia não desiste de nos fazer aprender cada vez mais e haja atividades.


Autoria: Professoras de Madalena